by MARIANA PEIXOTO
8 de Maio de 2008, ESTADO DE MINAS
Como formato já consagrado, o Jazz Festival Brasil chega à sexta edição ainda maior. Além das sete capitais por onde o evento passou em 2007, outras cidades devem receberaprogramação, que possivelmente será somente de atrações internacionais. Todos os shows serão promovidos em setembro – em Belo Horizonte, cidade onde o festival começou em 2001 com o nome de Jazz Gerais, as apresentações serão entre os dias4e 6. Para esquentar o evento, nas duas últimas semanas foram promovidos em São Paulo, Brasília e Barbacena showscomapianista norte-americana Judy Carmichael, artista que mais participou do evento, ao ladoda Jazz Festival Brasil Band, formada exclusivamente para este fim. O último show será hoje, em Belo Horizonte, no TeatroDomSilvério.
Ogrupo é internacional. Além de Carmichael, tocam Marcelo Costa (trompete,tambémcoordenador do Jazz Festival), David Blenkhorn (guitarrista australiano radicado na Inglaterra, oúnico a nunca ter participado do evento), Nick Payton (saxofonista e clarinetista inglês radicado em BH), Mike Hashim (saxofonista norte-americano)eEdOrnowsky (baterista, também dos EUA). Norepertório estão autores clássicos do gênero, como Duke Ellington, Count Basie, Fats Waller, Gershwin, e Benny Goodman.
“Como há mais instrumentos de sopro, esta formação está se apresentando com arranjos para big band. Fizemosogrupo somente para estes shows, mas os primeiros concertos deram tão certo que estamos olhando o futuro com outros olhos”, afirma Marcelo Costa, que não descarta o retorno do grupoem setembro. “Estamos pensando até emumaturnê fora do Brasil”, acrescenta. Judy Carmichael tambémé só elogio. “É o melhor grupo com quem já viajei. Como a formaçãoé internacional, cada músico trazum sotaque diferente.”
A cada participação no Jazz Festival ela se apresentacomumaformação diferente.Naestréia no evento, a pianista tocou ao lado deumsaxofonista. Nasegunda,comumguitarristaeumtrompetista. Já no ano passado, Carmichael fez seu show ao lado do grupo Swing Time e de uma dupla de sapateadores. Em setembro, ela retorna ao país para o festival. Promete, além dos shows, uma série de masterclasses.
“Quando o festival começou, a filosofia era introduzirnoBrasil o jazz tradicional. E o que venho sentindo no decorrer dos anoséqueahistória vem se tornando cada vez maior. A cada vez que me apresento aqui recebo e-mails de pessoas, especialmente de jovens de 20 e poucos anos, que falam que o festival serviu para eles como porta de entrada no jazz.” Judy Carmichael se apresenta no Brasil desdeadécada de 1980. Foi o escritor Fernando Sabino quem a convidou para conheceropaís.Aespecialidade dela é o stride, estilo de tocar piano criado no Harlem, bairro nova-iorquino, nos anos 1920.
Sobre as atrações do Jazz Festival, Marcelo Costa prefere deixar para anunciar os nomes nos próximos meses, pois os contratos ainda não foram assinados. “Este ano estamos tentando diversificarnãosomenteos estiloscomotambémasnacionalidades”, afirma ele. Entre os grupos convidados estão formações dos Estados Unidos, Suécia, FrançaeCanadá.
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